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Esta Pequenina Luz

22/01/2007 19:31
Deus incidiu sua Luz sobre mim!

Sim, Deus realizou meu sonho. Deus me enviou você, minha criança!
Agora nossos diálogos ficarão mais próximos, mais sensoriais. E em breve eu poderei escutar você também!
Minha felicidade é imensurável. Eu e seu pai passamos a conhecer uma nova existência.

Para os amigos que nos acompanharam nesta jornada até aqui, meu sincero obrigada, por seu carinho e apoio que muitas vezes fortaleceu e deu asas ao meu sonho.
De agora em diante, porém, atualizarei vocês com notícias num site criado especialmente para a gravidez da minha pequenina Luz. Este blog cumpriu sua função, e preciso agora de uma intimidade com meu bebê que me deixará pouco tempo para vir aqui devanear.
Mas todas as novidades, semana a semana, estarão aqui:

http://www.geocities.com/pequeninaluz/


"Eu te louvarei, porque de um modo tão admirável e maravilhoso fui formado; maravilhosas são as tuas obras, e a minha alma o sabe muito bem.
Os meus ossos não te foram encobertos, quando no oculto fui formado, e esmeradamente tecido nas profundezas da terra.
Os teus olhos viram a minha substância ainda informe, e no teu livro foram escritos os dias, sim, todos os dias que foram ordenados para mim, quando ainda não havia nem um deles.
E quão preciosos me são, ó Deus, os teus pensamentos! Quão grande é a soma deles!"
(Salmo 139: 14 - 17)

Obrigada, Senhor Deus, por essa criança que puseste em meu ventre!

Luciana Dantas Teixeira | comentários(6)
26/10/2006 09:58
4 luas

Acho que é o que faz tanta gente jogar no bicho, na loto, no Pernambuco da Sorte. Essa fixação por números. Algo tão característicos da nossa civilização e época: medir, calcular, contar, dividir, periodicizar. Parece que a vida assim, divididinha em porções, fica mais organizada e fácil, quando na prática tantos períodos cansam mais do que encarar a vida de forma contínua e realmente fluida.

Quando um bebê começa a virar realidade, ele também vira pelo avesso a noção de tempo na vida de uma mulher. Uma tentante tem pelo menos três períodos característicos, marcados por crises de ansiedade formidáveis:

1º - TPO - Tensão Pré-Ovulação - Aquele período, no meu caso muito longo, entre o final da menstruação e o bendito dia da ovulação. Muco, termômetro, ginseng, gérmen de trigo, ácido fólico, vitamina C, leite de soja, elixir de agoniada, garrafada sete ervas, ioga, tudo isso em doses regulares caracteriza este período em particular. Também é o único em que nos permitimos tomar analgésicos e remedinhos afins.

2º TPOSO - Tensão Pós-Ovulação - Este talvez seja o período mais crítico do ciclo. Aqui, cada dia ganha importância de uma era geológica, aliás, passa como se durasse uma era geológica. São os famigerados DPOs (Dias Pós-Ovulação). Dores dos seios, na cabeça, na barriga, atenção exacerbada a qualquer mínimo movimento nas entranhas (já vi casos de tentantes que sentem os movimentos peristálticos e juram que é o bebê mexendo), dores nos fios de cabelo (e qualquer outro ponto do corpo onde a ansiedade possa atuar), sintomas de gravidez os mais diversos caracterizam este período doloroso que custa a ir embora, ainda que seja realtivamente curto.

3º TPM - Tensão Pré-Menstrual - Esse é o mais conhecido dos períodos, mas no caso das tentantes ganha contornos trágicos. Aos primeiros sinais da "monstra" (como a menstruação é chamada entre nós), as esperanças de um bebê começa a escoar em forma de lágrimas incessantes e um inchaço que não ajuda em nada na recuperação da auto-estima. Temperatura baixa, olheiras, hipersensibilidade, desânimo e músicas da Roxete caraterizam este período cruel.

Ciclos, períodos, fases, a vida de uma tentante fica hiper-dividida, mega-mensurada. Há dias certos para fazer exames hormonais, dias certos para fazer ultrasom, dias certo para tomar remédios, dia e hora marcados para fazer amor. Isso exige mais que autocontrole, mas estômago de abutre e nervos de aço inoxidável. Pessoas não afeitas a ansiolíticos, mas particularmente ansiosas como eu, acham isso tudo muito cansativo. Este mês, que saí de férias, viajei, me diverti, descobri também que minha ansiedade é capaz de atrasar em até dez dias o dia da minha ovulação, ou seja, este mês ovulei MUITO mais cedo que nos meses anteriores, quando estava muito estressada. Isso também foi motivo de eu quase perder a janela fértil de novo. Só acertei o último dia, chutei nos 45 do segundo tempo, e aí é com Deus marcar o gol. Melhor parar tudo para ver a lua.

E lá está a lua com suas fases... nunca fui muito expert em intuição. Na verdade minha intuição se mostra quase sempre um fiasco. Mas um dia desses, escrevendo sobre a lua, me veio um pensamento estranho: serão quatro ciclos lunares. Estranho! Pode ser que tenha sido apenas a sonoridade da frase que um neurônio literata fisgou no ar. Mas desde então este pensamento não me sai da cabeça. Este é o terceiro ciclo lunar em que tento engravidar. E acho que ainda não será desta vez (próxima quinta faço o teste). Algo cá dentro me diz que será próximo mês. Loucura ou cansaço, não sei. Quero apenas que chegue logo o tempo de eu começar a medir o tempo em semanas...

Termino este post melancólico com um texto muito bom pra contrabalancear meu humor. É uma perspectiva interessante... os cavalos-marinhos é que têm sorte, hahahahhaha

Era uma vez um cavalo-marinho de carreira.

- Então, benhê, agora que nos casamos eu pretendo fazer uma pós em comunicação empresarial para conseguir uma posição melhor lá na empresa. O problema é que não posso parar de trabalhar, então estou pensando em cursar a pós à noite. E, de sábado, vou fazer um curso de italiano, porque tem uns boatos aí de que vamos ter uma fusão com uma firma italiana...
- Mas, meu amor, e os bebês?
- O que têm os bebês?
- Quando casamos você disse que queria ter filhos!
- E quero, coração! Claro que quero!
- Então, como vamos fazer?
- Ué! Você engravida e eu estudo e sigo minha carreira. Aos domingos, posso cuidar das crianças para você.
- Er... amoreco, seu pai nunca conversou com você sobre as flores, as abelhinhas e sobre quem carrega os bebês na nossa espécie?
- Não.
- Hum. Então, senta aqui para a gente conversar.
.
.
.
- Nãããããããão! Ó, céus, por que, por quê?! A minha carreira, o meu MBA no exterior, o italiano...
- Bom, estou saindo para trabalhar, benzinho. Não me espera, que depois do trabalho vou sair com as meninas para tomar umas batidas. Se der tempo, na volta passo na Alô Bebê e compro umas coisinhas para o nosso enxoval. Até loguinho!


(Copiado das Garotas que dizem Ni - um dos melhores blogs que conheço)

Luciana Dantas Teixeira | comentários(3)
20/09/2006 20:52
Vida de tentante é difícil, é difícil como o quê (ao som da abertura de Escrava Isaura)

...é, mas vida de tentante também pode ser divertida. Como em tudo mais na nossa vida, depende da perspectiva pela qual você olha.

Meu segundo mês de tentante está transcorrendo com algumas novidades que eu gostaria de registrar aqui em forma de divagações (nem sempre muito razoáveis, diga-se de passagem).

- CHAZINHO AGORA SÓ DE CAMOMILA
A única diferença que senti no meu ciclo anterior depois de tomar a tal agoniada é que a menstruação veio totalmente sem dores. Seria por causa da erva ou só tem a ver com o fato de eu ter me acalmado e relaxado quando a monstra chegou (apesar da decepção)? Pra todos os efetios, este mês permaneci tomando apenas vitamina E, C e ácido fólico. Ah, uma chazinho de camomila também faz bem de vez em quando pra acalmar os "nelvo"...

- I´M THE BURNING BUSH, I´M THE BURNING FIRE, I´M THE BLEEDING VOLCAAAAANO
A Temperatura basal continua se mostrando um método fascinante de auto-descobrimento corporal. A comunidade sobre o assunto no orkut tem sido um ótimo ponto de apoio emocional, científico e social. Neste ciclo, conhecendo um pouquinho melhor sobre como meu corpo funciona, fiquei mais tranquila, me planejei melhor e parece que acertei a janela fértil na vidraça (amanhã o fertility friend, programinha que uso pra me monitorar deve marcar o dia da ovulação com certeza). Com esse método é possível prever com bem mais segurança o período fértil e namorar nos dias certinhos, além de, posteriormente, acompanhar as chances reais de se estar grávida. Até a ovulação eu não fiquei ansiosa não sinhô. Mas de agora em diante é impossível não sentir vontade de entrar numa máquina do tempo pra o futuro. Ou seja, quanto a ansiedade, a temperatura basal não pode fazer muito. Mas ao menos assim pode-se desfrutar de uma ansiedade mais "fundamentada", hehehehe.

- VAI BAIXANDO NA BOQUINHA DA GARRAFA
Minha gente, tentante tem que ser atleta. E não é só sexual não. Além de ter que ter flexibilidade e coluna pra ficar com as pernas pra cima meia hora depois da relação, ainda tem que ficar agachada por tempo indefinido para sentir o colo do útero. Pois é, esse também´é um método pra saber se você está fértil. De cócoras (ai, meu nervo ciático!), com o dedo médio catucando singelamente as entranhas, você procura o colo do útero. Se demorar a encontrar (parece a pontinha de um nariz) então ele tá alto, se encontrar fácil, ele tá baixo. No meio deve haver um buraquinho que pode estar aberto (como os lábios entreabertos) ou fechado (como os lábios cerrados) Compare com a tabela abaixo:
- Se estiver baixo e aberto: menstruação;
- Se estiver baixo e fechado: período não-fértil;
- Se estiver alto e aberto e macio: período fértil;
- Se estiver alto e fechado, e macio: pode indicar gravidez.
- Se você sentir apenas as coxas doendo, esquece e vai tomar um suco de goiaba.

- DAS COISAS QUE UMA TENTANTE NÃO AGUENTA OUVIR - PARTE II
A frase insuportável deste mês é o que vem depois do famigerado "Relaxa!". A criatura continua dizendo: "No tempo de nossas avós não havia nada disso de temperatura, remédios, tabelas e elas engravidaram, né? Alguams tinha dezenas de filhos!". Ora, como dizem os pernambucanos, e kiko? (leia-se: ki ko tenho a ver com isso?). No tempo de nossas avós haviam mais árvores, ar puro, água limpa, alimentos sem agrotóxicos nem conservantes, nem acidulantes, nem anti-oxidantes, não havia controle remoto por isso as pessoas se movimentavam mais, nossas avós costumavam sair para ver o sol porque não tinham que ficar diante de um computador dois terços do dia, Chernobyl não existia, nem a a AIDS, nem outras desgraças como tsunamis, mac donalds, aspartame, frangos alimentados com hormônios, tanto câncer de mama e Geoge Bush. Discutir se elas viviam melhor que nós é outra história, mas o fato é que nossas realidades são completamente diferentes, e não dá pra vivermos como há cinquenta anos atrás. Nem mesmo cinquenta segundos! Temos de nos adaptar e fazer o que podemos! Hoje as mulheres sofrem muito mais os efeitos da poluição, da má e contaminada alimentação, do mais diversos tipos de lixo e da irresponsabilidade científica (lembram da reposição hormonal?), mas também desfrutam de um leque de possbilidades medicinais extremamente vasto para ajudá-las a realizar seus onhos. Então elas têm mais é que se apropriar disso. Nem sempre todo esse aparato medicinal vai ajudá-las, é certo. Algumas vezes elas vão ser até traídas por ele! Por exemplo: no tempo de nossas avós, elas costumavam saber que estava grávidas quando já estavam com dois ou três meses de gestação. Hoje, quinze dias depois da fecundação você já pode saber seguramente se está grávida. No entanto, você também tem chances de ter consciência de uma gravidez anembrionária ou um aborto espontâneo bem cedo, o que para nossas avós passaria despercebido, como se fosse apenas suas "regras". Hoje muito comumente a alegria de uma gravidez pode se transfomar no pesadelo de uma perda hiper-prematura, e isso tem muito que ver com nossa pressa moderna. Mas estamos na luta! Não queremos ser como nossas avós. Queremos apenas poder vir a sermos avós também!

- PERSPECTIVAS
São muitas em todos os sentidos! Profissionalmente, estou para começar um projeto de musicalização de bêbês. Inspirador, não? Também estou cogitando seriamente a possibilidade de fazer especialização em musicoterapia no Rio de Janeiro a partir de janeiro próximo. São quatro módulos no início e no meio do ano, e se tudo der certo eu já assumo uma vaga de estagiária na área assim que me matricular.
Espiritualmente também estou com projetos, e um deles também tem a ver com a maternidade:a gravação de um CD com músicas que falam sobre Deus a partir da perspectiva de uma mãe! Já estou quase terminando as letras e estou gostando muito do resultado! Como já tenho os arranjos musicais gravados não vou gastar muito no estúdio, e creio que já dê para entregar os CDs como lembrancinha na maternidade, hehehehhehe. Quando estiver pronto eu conto bem direitinho pra vocês, tenho certeza que as tentantes vão gostar!
Mas o que todo mundo quer saber é: e aí, tá grávida? Não, né? Eu disse que se estivesse viria aqui dizer, como não vim... pois bem, este mês consegui namorar nos dias certinhos. Mesmo levando em conta que as possibilidades de engravidar são só de 20%, mesmo com tudo normal e certinho, estou animada e desde já muito ansiosa. Só hoje à tarde tracei dois pacotes de biscoitos recheados. Tenho que me controlar, ai!
Este mês o papai participou mais ativamente dos planos, está sabendo tudo sobre métodos e dicas para engravidar e é um entusiasta da temperatura basal. Todo dia pergunta se estou fazendo direitinho, se a temperatura subiu, se comove toda vez que falamos da possibilidade de eu estar grávida, me acorda assim "bom dia, meu amor, quero um filho!", e durante o dia sempre bate de levinho na minha barriga dizendo: "acordem, ovulozinhos, vamos trabalhar!" huahuahuahuahua Não poderia haver melhor pai em potencial.
Dia 12 de outubro (é, dia das crianças) é aniversário dele, e estou confiante que vou dar um presente formidável... tenho que pensar POSITIVO, né? :-)
Devo estar fazendo o teste na primeira semana de outubro, e se der tudo certo corro pra cá contar. Mas ele só vai ficar sabendo no níver...
Ah, por favor, alguém segure meus pés no chão!


Minha criança, você sempre foi real para nós. Agora te queremos palpável. Nós te amamos muito!

Luciana Dantas Teixeira | comentários(3)
20/08/2006 20:22
Nunca diga a uma tentante para relaxar.

Exatamente.
Oh, eu sei que posso parecer uma megera mau-agradecida por estar dizendo isso, afinal sei que vocês, meus bons amigos, só estão preocupados com minha saúde mental, e afinal, todos vocês devem conhecer o caso de alguém que "quando relaxou", engravidou em seguida.
Mas por favor, ainda correndo o risco de parecer chata (se eu fosse me preocupar mesmo com isso não teria escrito metade dos posts que escrevi aqui!), preciso esclarecer a vocês, meus bons amigos de jornada, que nunca, NUNCA, em hipótese alguma diga a uma tentante algo, de longe, parecido com "Relaxe, querida!..."
Pode pareer que nós tentantes somos loucas. Mas somos loucas, loucas pra parir. E como eu já escrevi, isso tem algo de biológico e instintivo. Você não diz para alguém que está morrendo de fome: "relaxe!", nem diz para o seu marido quando ele está mooooito a fim de namorar: "oh, relaxe, querido". Segundo Freud, esse tipo de tensão libidinosa (entenda-se libido como a energia de fazer qualquer coisa muito desejada) só se dissipa quando é satisfeita de alguma maneira ou então sublimada, sob o risco de você ficar zoró. Portanto loucura, no nosso caso, é crer que simplesmente pode-se esquecer o desejo de ser mãe como se fosse um botaozinho que desliga. Pode parecer racional (e é) dizer a uma tentante que ela deve se ocupar de outras atividades e pensamentos, mas esclareço novamente que o desejo de ser mãe não é algo meramente racional, e não pode ser reduzido a um ataque histérico.
Dito isto, vamos aos fatos:

- Até onde "relaxar" ajuda:

Ok, está provado cientificamente que a ansiedade altera a química do corpo feminino, dificultando ou retardando a ovulação. Então a idéia é não pensar mais em engravidar? Impossível, minhas caras, e principalmente, meus caros amigos (pra o homem é mais difícil vir a entender isso). Você pode até conhecer uma mulher que deixou de falar sobre o assunto até engravidar, mas ela nunca deixou de pensar sobre o assunto. O que se pode fazer para driblar a ansiedade é acrescentar mais uma coisa à listinha de ferramentas de tentante: caminhadas, passeios, jogos de tênis, lançamento de marido pela janela, qualquer atividade física que ajude a diminuir as tensões.

- Até onde "relaxar" não significa nada:

É batuta. Quando a mulher admite que está a mais de seis meses tentando engravidar, seu médico, marido, mãe, cunhada, tia, avó, papagaio, vizinha, cachorro e peixinho dourado dizem a mesma coisa: "Relaxe, querida!". Agora, fazendo minhas as palavras da cara amiga Andressa, da comunidade Temperatura Basal, "se relaxar fosse receita infalível para gravidez, todas as tentantes estariam num SPA ou num monastério zen budista". Há mulheres que, mesmo praticando yoga e meditação transcendental dez vezes por dia não conseguem ser mães por problemas fisiológicos ou simplesmente por motivos que a medicina não consegue explicar. Mas essas histórias ninguém fica sabendo, né? Porque ninguém sai por aí alardeando que é infértil, pra não correr o risco de ser chamada de Nazaré (vige, como eu tou atrasa em relação a novelas!), mulher seca, incompleta, titia. Este ímpeto que as tentantes tem de jogar com todas as armas para engravidar é o que faz com que elas descubram mais sobre o próprio corpo, o que é uma fase linda, não importa o quão demente pareça para as pessoas que as cercam. Tentar "relaxar" muitas vezes adia o sonho de ser mãe de mulheres que, só depois de muitos anos, começam a ter coragem de enfrentar o fato de que seu corpo não funciona por mágica, e que elas poderiam ter se dado conta disso muito mais cedo se largassem a idéia de que "engravidar é como ser sorteada por uma cegonha que ía passando em cima de casa e deixou cair um bebê". Relaxar não significa ser relaxada com o próprio corpo. Como eu disse no post anterior, engravidar é um processo que começa muito antes do barrigão evidente. Não é, na maioria das vezes, um acidente, uma iluminação especial, uma bênção pra quem foi boazinha (então as inférteis não são abençoadas, é?), um destino. Engravidar é uma decisão que se toma antes de engravidar e que envolve muito mais que uma vontade e uma barriga.

- Fazer e não fazer:

O que não fazer? Acho que o erro de muitas tentantes é achar que, por estarem fazendo tudo certinho - ácido fólico, vitaminas, temperatura, namorar no período fértil - elas estão no total controle de seu corpo. Infelizmente o conhecimento do corpo não quer dizer o domínimo do corpo. São apenas 20% de chances de engravidar nas Condições Normais de Temperatura e Pressão, literalmente. E aí o que é preciso é paciência e sabedoria para não fazer do desejo de ser mãe o único e prioritário desejo da vida. Caso não se tenham outros objetivos e desejos em vista, a mulher pode acabar ficando amarga, triste e chata ao longo das tentativas. Pode acabar desesperada. Pode começar a usar o marido como mero reprodutor, e ter problemas sérios de relacionamento com ele e com a família e amigos (tem sempre um bebê e uma grávida nos círculos sociais...). Pode, no desejo ardente de ter mais um ser por perto, acabar sozinha! Mas isso é um caso extremo, em que a maioria das tentantes mais "tresloucadas" não se permite chegar.
O que fazer? Tudo que se achar que deve fazer para a ajudar. Cientistas também provam que um grupo de amigas onde se possa falar do assunto tem a ver com uma taxa gande de gravidez - a comunidade da Temperatura Basal lá no orkut que o diga!! Tomar chás, vitaminas (desde que sob orientação médica), tentar posições sexuais diferentes, fazer exames diagnósticos, tomar vacinas, pesquisar tudo sobre o assunto no google, anotar informações sobre o comportamente corporal, rezar, tudo isso longe de ser estressante pode ser divertido e contribuir MUITO para uma gravidez saudável e um período de tentativas bem menor.

- Minha experiência de primeiro mês de tentante

Meu ciclo ainda não terminou mas minhas mãos tavam coçando pra vir aqui escrever. Estou ADORANDO ser tentante! A quantidade de conhecimento de vida e consciência corporal que me foi acrescentada neste primeiro mês é mais do que eu pude acumular em grande parte dos meus anos anteriores! Vamos por partes...

- AGONIADA - eu achei um elixir que tem esse nome esquisito (e bem propício), e que foi liberado pela médica e recomendado por uma multidão de tentantes. O bixim é difícil de achar (era o último na farmácia e desde então não encontrei mais nenhum), amargo, e promete regular o ciclo e combater dores menstruais. Eu não teria nada a perder. Bem, quanto ao ciclo, posso dizer que não adiantou muito, uma vez que o meu já se estende por 40 dias...

- TEMPERATURA BASAL - pois é, mais de 40 dias, provavelmente chegará aos 48 como o ciclo anterior. Sabe o que isso significa? Que eu tenho cerca de dois terços de chance em relação a uma mulher com ciclo regular de 28 dias de engravidar num ano. Enquanto a maioria tem 12 chances por ano, eu tenho menos de 8. Se meus ciclos são mais longos, eu passo muito mais tempo infértil, e se não fosse a temperatura basal e teria chances quase ridículas de saber se ovulei e quando isso aconteceu: ou seja, relaxar e chutar, comigo, jamais seria uma boa estratégia pra engravidar. E mais: aquela receitinha: "namore um dia sim um dia não, do 12º ao 16º dia" é uma grande furada!!! A temperatura Basal foi uma das minhas maiores e melhores descobertas como tentante. Aconselho mesmo as solteiras a fazerem seu acompanhamento desde já, para descobrirem como seus hormônios funcionam. Esse método é tão preciso que muitas meninas que fazem acopanhamento de ovulação monitorado por ultrassom, dizem que a ovulação acontece exatamente no dia marcado pelo gráfico. Fantástico!! Não dá pra prever quando se vai ovular, mas se sabe quando ovulou, qual a duração da sua fase lútea, e mais um monte de informaçõe sobre o próprio corpo. O chato é que a mulezinha só fica fértil uns três dias, incluindo o dia da ovulação e os dois anteriores. Depois que a temperatura sobe é muito difícil engravidar. Eu apanhei um pouco, principalmente por achar que não ovularia este mês: acabei namorando em dias que não bateram com a ovulação. E o fato é que só vim ovular no 32º dia do ciclo! É, isso mesmo! Uma aberração para mim até meses atrás, pois me foi dito que ciclos longos são geralmente anovulatórios. Pra mim, só saber que sou uma mulher que funciono perfeitamente foi a maior vitória deste meu primeiro ciclo!

- GRUPO DE AMIGAS - No fórum e ainda mais no orkut, tenho descoberto boas amigas de jornada, pessoas que têm até outros interesses em comum comigo.

- NO ALOPÁTICOS- Tenho tomado MUITO MENOS remédio do que tomava antes. E isso só tem me feito bem. A Vitamina E tem deixado minha pele e cabelo mais bonitos, e o ácido fólico... bem, o ácido fólico é um comprimidinho muito simpático.

- DIA SIM, DIA NÃO - êta, regrinha chata, sô! Quebrei bastante a regra, e sinceramente, não me arrependo muito não (só um pouquinho porque perdi a janela fértil, hehehe). Acho que uma das coisas mais importantes que descobri é que sexo e reprodução não têm que estar necessariamente ligados na hora de namorar. Se não, corre-se o risco de automatizar algo que é na verdade a celebração do amor.

- O DIA DO TESTE - Será provavelmente próximo domingo, dia 27 de Agosto, se a menstruação não chegar até lá. Se o resultado for positivo, que eu acho que NÃO vai ser, lógico que venho aqui dizer. Se não, vocês me verão novamente em Setembro.

Pensamentos férteis pra todos nós!



Minha Criança,

Como tenho pesquisado sobre musicalização infantil, tenho descoberto coisinhas que eu acho que você vai adorar. As melhores são brinquedos. E o melhor até agora foi este piano de berço pra ser tocado com os pés. Tem as notas musicais de dó a sol e mais um monte de musiquinhas clássicas e um passarinho que abre e fecha as asas enquanto elas tocam. Mamãe já tá aqui te arranjando o que fazer desde bem cedo, hein?! Chegue sem preguiça!


Luciana Dantas Teixeira | comentários(9)
12/07/2006 22:17
Agora sim, oficialmente, uma tentante.

Parece ainda assustador. Não pensei que ía acontecer tão logo, é muito mais difícil do que se possa pensar uma mulher admitir publicamente que está tentando ter um filho. Primeiro por causa de tudo que já escrevi em posts anteriores - especialmente o fato das mulheres que cresceram nos anos 80 terem sido educadas para se tornarem ícones bem sucedidas em sua vida profissional, além de ótimas esposas e com uma ativa vida social. Segundo porque no incosciente popular uma mulher não TENTA engravidar, ela simplesmente... engravida! Mais ou menos assim:
- Sabe da novidade, Fulaninha? Estou grávida de quatro meses, acredita?
Quase um acidente de percusso. Engravidar parece tão fácil e corriqueiro que quando a gente casa a contracepção parece ser mesmo uma questão de vida ou morte, severina. E até tem quem engravide se esquecer um mísero diazinho da pílula, mas ao contrário do que pensamos antes de conhecer mais sobre (in)fertilidade, um fato como esse é uma rara exceção e não um perigo assombroso que nos espreita.
Pois é. As chances de um casal com a saúde normal, cuja mulher esteja na faixa etária dos vinte e poucos anos e o homem não ter problemas com seus espermatozóides, bem, as chances de gravidez por ciclo pra esse casal são apenas de 20%, se eles fizerem tudo certinho, observando criteriosamente a janela fértil.
Vê como já estou falando bonito? Janela fértil. É simplesmente o período em que a mulher tem mais chances de estar ovulando. Estou uma danada com os termos científicos, mas isso é apenas um pré-requisito pra qualquer tentante que se preze. Tentante que é tentante sabe o que é GO, BHCG, US, FSH e mais um monte de siglas. E ainda fala sem gaguejar, nomes dantescos de exames como Histerosalpingografia, Videolaparoscopia e afins.
Neste sentido já venho tendo uma forcinha por parte dos blogs de algumas amigas tentantes, que já me iniciaram neste universo fascinante. Foi com elas também que descobri que o tal do relógio biológico não é só mera expressão forjada numa figura de linguagem, o tal é biológico MESMO, um instinto tão premente como comer, sobreviver, fazer sexo. Ou seja, tem uma hora, nêgo véio, que a carne urge acima da razão.
Chegou minha hora então?
Respondo ainda vacilante: acho que sim!... Pois ironicamente, nós, mulheres que carregamos a missão de emprestar nosso corpo à reprodução, não decidimos por nosso corpo. Nas minhas investigações pré-tentantes tenho visto coisas de dar medo, como meninas com ciclos menstruais super regulares que de repente vêem a "monstra" atrasar dias a fio (pra ser tentante você tem que ter um nome pra a menstruação, pode ser monstra, visita, boi, ou moranguinha para as mais meigas), e ainda têm sintomas de gravidez típicos como seios inchados, enjôos e dores de cabeça, só pra ver as desgraçadas das monstras chegarem impiedosamente dias depois. Aí o mundo cai. Ficam alguns dias arrasadas, mas ouvem palavras de alento, respiram fundo e... vamos tentar de novo!
Relógio biológico. Nada mais explicaria uma mulher sã passar voluntariamente pelo mico de expor publicamente a intimidade de seus fluidos vaginais e consistências glandulares como se fosse a coisa mais natural do mundo, e se auto-sugestionarem a ponto dos peitos quase estourarem, e brigarem com os maridos, e colocarem as pernas pra cima depois do sexo, e brigarem com o próprio corpo uma luta de foice pra terem o direito de serem arrebentadas numa cama fria de hospital depois de nove meses.
Depois de constatações como essa, acho que a gente se sente mais confortável em ser mulher, que é sempre considerada um ser emotivo. Uma mulher que tenta parecer racional - como eu - talvez demore a se assumir tentante em toda a plenitude do termo.
Em todo caso, tomei todas as providências de uma tentante respeitável: fiz o preventivo (tudo OK, graças a Deus), estou tomando vitamina E e ácido fólico, só não fiz Ultrasonografia e exame hormonal porque a médica não pediu. Mas já estou pensando em marcar consulta com outra só pra me certificar que está mesmo tudo bem. Tenho evitado todo tipo de medicamentos alopáticos, li muitos Kbts sobre período fértil, método billings e temperatura basal, já comecei meu gráfico todo bonitinho e participo até de fórum e comunidade no orkut pra garantir um ombro onde eu possa a chorar - se for preciso. Ah, a temperatura basal é um método para saber com um pouco mais de segurança o dia em que você ovula. Como método contraceptivo não é lá muito recomendável, mas como ajudinha na reprodução é válida sim, além de fazer com que a mulher se conheça melhor.
Tenho que confessar que Junho foi meu primeiro mês como... ARRISCANTE. É... arriscante é algo entre uma tentante oficial e uma não-tentante. É aquela que, sem conhecer ainda a fundo seu período fértil e caraterísticas, resolve arriscar ter relações sem se prevenir... só pra ver o que acontece... ou seja, ela não faz nada pra ajudar na concepção, como a tentante faz, mas também não faz nada pra evitar, heheheh. Meu mês como arriscante foi um fiasco. Amargurei um ciclo de 48 dias (o mais longo que já tive), com uma TPM homérica.
Mas julho cá está.
Engraçado que algo íntimo me diz que não ficarei grávida logo. Não ouso chamar de intuição porque sei que essa coisa de intuição não funciona comigo. Pode ser apenas medo ainda, um resquício de medo que prefere pensar que a gravidez não virá de pronto. Pode ser uma defesa, coisa de pensar assim pra não se decepcionar tanto caso realmente ela não venha logo. Talvez seja porque já vi tantas mulheres tentando por anos que começo a pensar que comigo não pode ser diferente. Na verdade isso nem importa muito, porque embora eu queira engravidar, não tenho pressa agora. Acho que a gente também tem que aprender a esperar pela espera...

Por fim, uma despedida típica de tentante:

Beijos férteis!

Minha criança,
Pensei que viria aqui dizer: hoje eu e seu pai decidimos ter um filho. Quando comecei este blog, ficava pensando se ainda demoraria muito até chegar o dia em que escreveria no título do post: "Hoje decidimos que você virá". Achei até que demoraria muito e nem me dei conta que quando comecei este blog, antes mesmo de começá-lo, quando tomei consciência de que poderia te gerar, já estava decidindo que você viria. De qualquer forma, errei muito tempo achando que isso fosse uma decisão objetiva e tomada de uma vez, como quando a gente decide que vai sair pra tomar um sorvete ou que vai à loja comprar uma calça nova. Hoje, que venho aqui comunicar minha entrada oficial no mundo das desejantes, vejo nitidamente que a decisão de deixar você vir é algo muito gradual, que aconteceu um pouquinho todos os dias, eu não poderia precisar um dia exato para isso. Desde que casamos eu e seu pai falamos vez ou outra sobre essa possibilidade, que ao longo do tempo vem virando tema cada vez mais constante e real de nossas vidas. Aliás, por falar em seu pai, ao contrário de mim, à medida que sua chegada definitiva se aproxima ele vai ficando mais questionador. Enquanto a mamãe vai deixando de lado suas dúvidas e apelando cada vez mais para a fé, o espírito engenheiro do papai tem emergido com força, e feito muitas e muias perguntas sobre a viabilidade deste "projeto" e suas consequências em todos os âmbitos, hehehehe. Antes de parecer tão perto ele parecia muito mais tranquilo e convicto do que queria. Mas ligue não: é a forma dele se sentir participando. A minha, agora, é ser bem inconsequente mesmo :-) Seja bem-vinda, minha criança. E venha bem, que estamos de braços abertos, nem sei dizer desde quando...
Luciana Dantas Teixeira | comentários(7)
27/06/2006 13:46
Do coração

Desde que eu tinha 10 anos um sonho se me acometeu. É, porque há sonhos que não são exatamente arquitetados, mas brotam, nascem, nos acometem sem qualquer explicação ou origem certa. Sonhei que, aos 14 anos, adotaria uma criança. Então eu achava que 14 anos era uma idade bastante avançada, em que já não se era mais criança, portanto uma idade perfeita para assumir grandes responsabilidades como adotar uma criança. Não lembro de nessa idade desejar casar, nem engravidar, mas de adotar um filho lembro claramente. Não sei mesmo de onde veio este desejo. Na minha família, que é muito grande, há apenas um menino adotado, que só o foi depois que eu já era bem grandinha...

Sei que aos 14 anos percebi que pra eu ficar adulta mesmo tinha que comer um pouco mais de feijão. Teria que chegar pelo menos aos dezoito, comprar um carro, um apartamento, tudo isso decorrente de um bom emprego, e então, adotar minha criança. Não devia ser difícil: eu tinha quatro longos anos pra dar um jeito de arrumar economias e me lançar no mercado de trabalho.

Aos 18 eu já tinha namorado e até um trabalho de professora que me rendia R$ 100,00 por mês, mas no momento eum que eu deveria me achar mais adulta, me dei o quão longe eu estava de conquistar aquilo que me faria "uma mulher idependente e responsável". Ainda tinha que passar pela faculdade... concentrei-me nisso. Alguns anos depois conheci uma mulher que adotou uma linda menininha, e isso reacendeu em mim a vontade, ainda que ela parecesse ainda mais distante do que quando eu tinha 10 anos.

De lá pra cá, casada, já cursando outra faculdade e ainda atrás de um emprego decente (hehehe), muitos sonhos têm se realizado e outros têm nascido. O sonho de engravidar, relativamente recente, tem ocupado pouco a pouco minha mente. Mas mesmo com a possibilidade pulsante desse sonho, não desisti ainda do meu sonho original: adotar uma criança. De umas semanas pra cá, especialmente, tenho sentido esse desejo se fortalecer, também sem causa aparente.

Meu filho do coração, onde está você? Está sendo gerado neste momento? Ainda nem é uma cogitação? Que história triste o separará de sua mãe biológica? Como eu poderia impedir você de passar por essa história triste e aidna assim vir se aninhar em meus braços? Será que você já está à minha espera em algum lugar frio e impessoal? Será que você já sonha comigo? Será que me procura cada vez que alguém vai visitar o lugar onde você mora? Será que tem pele escura ou olhos puxados? Será que suas mãos são perfeitas, será que você tem os dois pés? Será que completou sete anos e alguém lhe disse que não há mais nenhum lar esperando por você? Será que alguém te abraça agora quando eu o quero tanto fazer?

Não sei quanto tempo ainda nos separará. Nem sei se você virá antes que eu engravide. Quem sabe? Quero apenas que saiba que não virá para substituir minha maternidade, mas para torná-la ainda mais plena. Já amo você, já sou sua mãe desde os - veja só! - desde os dez anos! Talvez a idade que você tem agora, já pensou? Tenha certeza que quando você chegar será muito bem recebido, porque é longamente esperado, e porque meu amor não se pauta em ilusões. Quero ter você em meus braços para fazer você feliz. Não é pra encobrir uma frustração, não é pra mentir sua origem, não é pra mostrá-lo pra sociedade, não é porque falta algo na família, nem pra comover ninguém. Quero te ver feliz, dar a você novas e excitantes oportunidades. Mostrar pra você caminhos que talvez você não venha a conhecer de outro jeito, e se você escolher esses caminhos, te dar a minha mão e te ajudar a trilhá-los.

E isso é o que acho mais lindo na adoção: abrir novos caminhos. Quantas milhares e milhares de crianças podem ter vidas suas vidas mudadas de uma forma incrível, seu destino conduzido a lugares lindos, seus corações aquecidos da solidão deste mundo mau através da adoção. Quantos milhares e milhares de adultos adotantes também... O amor pode fazer milagres se tão somente abrirmos nossos braços, tal como Jesus um dia o fez por cada um de nós!! Foi através desde gesto de Cristo que fomos novamente recebidos como filhos na família celestial: "...mas recebestes o espírito de adoção, baseados no qual clamamos: Aba, Pai" (Romanos 8:15)

Que o espírito da adoção toque ainda muitos corações. Casais, solteiros, crianças também. Deus desde já prepare pais para as crianças órfãs que necessitam de seu amor: "Os teus olhos viram a minha substância ainda informe, e no teu livro foram escritos os dias, sim, todos os dias que foram ordenados para mim, quando ainda não havia nem um deles." (Salmo 139:16) e assim muitas histórias possam ser reescritas para ter um final feliz.

Adote. Ame. Amém.

"Fazei justiça ao pobre e ao órfão; procedei retamente com o aflito e o desamparado."(Salmo 82:3)



(Há outros vídeos maravilhosos sobre adoção no www.youtube.com basta procurar pela palavra adoption)<



Luciana Dantas Teixeira | comentários(2)
09/05/2006 10:01
Confissões de uma quase-tentante - parte I

Para os leigos no assunto que por aqui vierem a passar eu explico: tentante é o termo obstétrico-popular que se usa para designar futura mamãe ativa, ou seja, aquela mulher que decidiu que quer engravidar e está correndo atrás disso ou simplesmente deixando que aconteça. Quer tenha ou não que dar uma forcinha pra natureza, uma tentante elege como prioridade o ser mãe, dure isso quanto tempo durar, implique isso em qualquer consequência para a sua vida. Em alguns casos, qualquer uma MESMO.

E o que se precisa para ser uma tentante? Bem, parece que requisto básico parece ser apenas um aparelho reprodutor feminino. Mas há nuances complexas envolvidas nessa condição. Assim, por motivos óbvios, há quem prefira ser tentante depois de ter um marido, um emprego estável, uma casa confortável, um quarto lindo para o bebê e o enxoval completo - mas a maioria percebe que assim só será mãe depois dos 50 anos, e aí entra em campo a parte mais difícil da decisão de ser tentante: a renúncia.

Aos vinte e poucos anos, ou mesmo trinta e poucos, há muito a perder quando se decide ser mãe. Se estiver estudando, a maternidade pode adiar pra sei lá quando aquele mestrado ou doutorado tão sonhado. Se estiver trabalhando, a ascensão profissional terá de ficar de lado por um tempo, isso quando a gravidez não implicar em perder o lugar no mercado (seja por complicações da mesma, seja por chefes peritos em driblar os direitos da mulher). Se estiver casada, significa que uma nova e difícil fase provará a ferro e fogo seu relacionamento, que antes era só dos dois, e agora demandará a atenção quase absoluta para o novo membro da família. Esteja em que condição estiver, um filho significa compromissos para toda a vida, mudança de planos pessoais, ter cada decisão presa a uma outra existência que lhe será inteiramente dependente por longos anos, a responsabilidade de saber educar, cuidar, prover, proteger, e a cobrança da sociedade nesse sentido, o medo do parto, o medo de errar, o medo de fazer o melhor mas não obter a melhor resposta, o medo de viver para realizar-se na vida do filho, o medo da temida adolescência, o medo do que o mundo poderá fazer com essa criaturinha amada, o medo do que essa criaturinha amada poderá fazer com o seu mundo.

Medo é só um dos obstáculos que uma tentante tem que vencer. E que vence colocando a maternidade acima de tudo, ainda que pra isso tenha que deixar pra trás itens muito importantes da sua vida. Claro que não tem que ser sempre assim com todas as mulheres. Há aquelas que conseguem tocar sua vida "normalmente" depois dos quatro meses de licença maternidade, sem abdicar um til da sua própria vida, mas mesmo essas sofrerão um desgaste grande em ter um sério compromisso a mais. Porque nenhuma mãe quer parir pra ver seus filhos serem criados pela televisão. Nem pra ouvir que a primeira palavra que seu neném chame seja o nome da babá. Muito menos pra saírem quando o filho dorme e voltar pra casa quando ele já está dormindo, ou viajar por meses a trabalho pra ouvir seu filho chorar de saudade no telefone. As que fazem isso o fazem por absoluta necessidade, e pelo sincero desejo de prover o melhor para o seu rebendto, ainda que, intimamente, sofram com a sensação de que o melhor que poderiam dar a seus pequeninos era a si mesmas. Infelizmente o mundo de hoje não é generoso com as vontades e necessidades maternas... mãe vira só um pretexto pra apelo comercial. E mesmo sabendo disso tudo, as tentantes estão aí, tentando, claro.

Respeito profundamente quem encara o risco de ser uma super mulher e mãe. Mas por me conhecer muito bem, sei que quando acontecer comigo eu vou parar um pouco de ser mulher - falo do conjunto que engloba inclusive a parte profissional - para ser mãe, e não sei por quanto tempo essa decisão me parecerá necessária. Sei que muitos se colocarão contra isso, me dirão que eu não posso ser feliz assim, mas acho que sou eu quem terá que decidir onde está minha felicidade. Hoje penso que o mais importante será curtir cada momento pelo menos na primeira infância do meu filho. Mas a bronca é que não pretendo ter só um. Pretendo ter dois e adotar um terceiro. E a menos que tenha gêmeos (improvável!) e adote tudo ao mesmo tempo, curtir a primeira infância de cada filho durará umas duas décadas. Existe vida profissional após duas décadas de maternidade absoluta? No meu caso as coisas se complicam ainda mais porque em 2003 terminei uma faculdade de seis anos que rejeitei sumariamente, por ter certeza absoluta que não suportaria trabalhar na área. O diploma de nível superior foi a úncia coisa que me motivou a terminá-la, mas logo em seguida decidi começar tudo de novo, e agora estou no segundo ano de uma nova faculdade - cujo conteúdo amo e elegi para ser meu campo profissional daqui por diante. Acontece que já tenho 27 anos (farei agora dia 15 de maio), e ao terminar meu curso serei uma trintona tentando entrar num mercado altamente competitivo e saturado. E para ter uma chance a mais, teria de investir em pós graduações, cursos no exterior, um negócio próprio - aquilo que empurraria minha maternidade pra casa dos 50.

Ano passado até pensei que seria possível. Fiz planos de começar uma pós ainda este ano, para ter pelo menos um nariz de vantagem sobre os outros. Acontece que a faculdade onde eu faria a pós simplesmente fechou a dita cuja, e agora terei de esperar mais uns dois anos até a especialização que eu quero seja aberta em outra faculdade. Viajar para fazê-la em outro estado é inviável dada a profissão do meu marido, do qual não consigo abrir mão nem por uma semana. Minha única esperança de alguma produtividade então se limita ao uma das coisas que mais gosto, mas que faço de forma bem amadora, por prazer: escrever. Esta semana comprei a revista Crescer e fiquei sonhando em como seria fantástico me tornar uma colunista de uma revista assim, de um jornal, pra falar sobre o mundo feminino e/ou materno. Também seria ótimo terminar os pra lá de quinze livros que tenho em andamento e conseguir publicar ao menos um. E conseguir vender, hehehhe. Tenho ainda muitos títulos em mente, nunca consigo parar num único projeto. O que mais tem a ver com maternidade seria um livro com fundamentos musicoterapeuticos par aa mamãe e o bebê, com propostas musicais para esse período de gravizes até trÊs anos da criança, mostrando os benefícios cientificamente comprovados da música nessa fase. Mas pra isso eu não só teria de mergulhar fundo numa pesquisa - coisa que a faculdade agora não me permite - como fazer eu mesma minhas pesquisas - nem que fosse em mim mesma. Também queria começar a escrever livros para crianças... mas uma coluna numa revista já seria o máximo, heheheh. Como uma amadora cercada de excelentes profissionais do jornalismo consegue isso? Eu não consigo sequer concluir este post, que nasceu crônica e pelo meio virou "meu querido diário"!!


Acho que já deu pra perceber meu dilema. Quero me tornar uma tentante oficial. Quero ser uma mãe 24 horas. Quero ter uma vida profissional produtiva e feliz explorando o potencial que sei que tenho e do qual não quero abrir mão. Como resolver essa equação?

Enquanto não consigo vou abrindo caminhos. Atualmente faço estágio na área de musicoterapia, e pretendo começar uma pesquisa na área, embora não possa ainda ser tão profunda como eu gostaria que fosse. Vou começar, e isso por enquano basta. Artigos de internet, recortes de revistas, xerox de capítulos de livros, DVDs, livros e revistas especializados, CDs, tudo que tenha a ver com a influência da música na vida da gestante e da criança. Meu marido já está maluquinho porque compro tudo que posso e fico suspirando pelo que não posso - meu estágio não é remunerado, e se eu arranjar um trabalho, adeus tempo pra pesquisa. Se você conseguiu ler até aqui e se apiedou, imploro: se tiver algum material do gênero, por favor, entre em contato. Você ganhará uma menção nos agradecimentos da minha monografia, heheheheh.

Luciana Dantas Teixeira | comentários(5)
09/05/2006 09:59
Confissões de uma quase-tentante - parte II

Ah, mas eu falava de ser uma tentante. Pois é, está cada vez mais tentador eu me tornar uma tentante. Sitomas clássicos?

- Uma certa obsessão por tudo que tenha a ver com bebês ou gravidez (até meu professor orientador do estágio de musicoterapia fez piada com meu interesse);

- Frequência considerável em páginas na net que falem sobre o tema, inclusive blogs de mamães;

- E nos blogs de tentantes, o que começa a render um forte envolvimento emocional e um medo (mais um!) íntimo: será que eu também vou ter que tentar tanto tempo?

- Passeios aparentemente distraídos e sem compromisso pelas sessões de roupas para grávidas;

- Passeios mais atentos na sessão de roupas para bebês com uma desculpa na ponta da língua para o primeiro conhecido que a vir: "É pra o bebê de uma amiga minha!";

- Uma adesão cada vez maior à moda das batas e dos vestidinhos sem cintura ("que ninguém saiba, mas se eu não gostar vai me servir bem quando estiver grávida!")

- Irritação cada vez mais intensa quando lhe perguntam se está grávida (entrei na comuniade do orkut: não tô grávida, tô gorda!)

- Respostas cada vez mais sarcásticas e/ou sumárias quando lhe perguntam quando virá o herdeiro;

- Poses exdrúxulas estufando a barriga diante do espelho, ou colocando uma almofada embaixo da blusa;

- Comoção contida mas visível ao ver uma grávida (e de repente parece que você vê grávidas em todos os lugares!)

- Tudo que é redondo ou oval lhe lembra um óvulo, ou mais ainda, uma barriga;

- Seu calendário de menstruação está religiosamente em dia e você deu para calcular seu período fértil mesmo não usando tabelinha;

- Começa a ter raiva do seu método contraceptivo, a ponto de não aguentar olhar pra ele;

- Chega ao cúmulo de tentar convencer seu marido a comprar aquele carrinho de bebe em promoção "é um investimento!", mas a risada dele a faz voltar ao mundo real;

- Não perde uma reportagem na TV sobre maternidade;

- Checa as maternidades cobertas por seu plano de saúde;

- Começa a se perguntar se sua irmã vai ter filho primeiro que você e ficar levemente preocupada com isso;

- Observa hoteizinhos perto de casa e na sala de aula fica pensando se seria possível um bebê ali;

- Já começou a comprar roupinhas e até pelúcia pro bebê (escondido, claro);

- Chegou a ficar com inveja da sua cadela que pariu recentemente (gente, a sua cadela engravidou, suas amigas, inimigas, vizinhas e primas engravidaram, a Belinha do seriado de TV engravidou e você...) ;

- Sabe como será cada detalhe da decoração do quarto do bebê e começa a tecer reformas na casa pra isso;

- Jura que vai pedir receita pra ácido fólico à ginecolista, e já tem uma dieta traçada para cada mês de gestação;

- Sabe com quantos anos sua mãe teve o primeiro filho, e começa a comparar com sua avó, suas tias, suas amigas, você...

- Começa a fazer cálculos com os anos que faltam até você completar 35 e tentar encaixar a maternidade nesse intervalo (fica parecendo a Pit de Sob Nova Direção);


- Decidiu não assitir TV até passar o dia das mães;

- Começa a se interessar por brincadeiras infantis e vez ou outra vai paquerar o site da Palavra Cantada (entre outros de móveis para quartos de bebês);

- Vez ou outra assusta-se com o número de amigas e primas e vizinhas e conhecidas suas que já são mães;

- Quer ganhar de aniversário este CD da Celine Dion (oh, céus, acho que esta é a pior)

- Quando está na defensiva, coloca condições para a maternidade que vão regredindo assustadoramente: comprar uma casa nova, reformar um quarto, comprar uma estante, um arranjo de flores novo pra sala/ uma viagem de lua-de-mel pra o exterior, uma viagem para outra região, uma viagem pra outro estado, uma cidadezinha do interior, a casa de um amigo na praia, um domingo na praia/ um emprego público pra seu marido, um emprego estável pra seu marido, um salário maior pra seu marido, o 13° do seu marido, o próximo salário do seu marido;

- Precisa dizer isso a alguém, nem que seja num post gigante no seu blog, que ninguém vai aguentar ler.

Só a título de esclarecimento, por mais obsessiva-compulsiva que uma tentante possa parecer, creia, há algo de biológico nesses sintomas. Normalmente eu não os sentiria, passei anos sem os sentir. O que de mais perto senti disso, foi aos dez anos, quando meu pai não me deu uma boneca "Meu bebê" de presente. Esse impulso é algo bem maior e irracional que possamos mensurar. É análogo à vontade de comer chocolate que dá na TPM, só que muito mais forte e com consequências bem mais drásticas, ignoradas da mesma forma. Ou, nos homens, é uma versão superior daquele reflexo de olhar pra bunda da mulher que passa: você pode até conter-se às vezes mas uma hora não vai conseguir! Agora então que o dia das mães está às portas, com todas aquelas propagandas de mulheres grávidas e amamentando, ou beijando seus filhinhos, olha, o negócio piora assustadoramente. É para as tentantes que estão com mais tempo para ler blogs neste período que eu digo FELIZ DIA DAS MÃES!! Mesmo sem parir, vocês já são mães, já tem o sentimento de maternidade fortemente arraigado ao peito! São mais mães até que muitas que estão parindo por aí...

Se você leu até aqui, certamente você é uma tentante. Obrigada! Você sabe bem o que é ser uma quase-tentante, dividida, em pane, pirando com a vida pedindo toda a sua força e atenção ao redor, e a vontade de ser mãe clamando alta no peito. E agora: Ser ou não ser? Nem shakespeare saberia responder.

Luciana Dantas Teixeira | comentários(3)
01/05/2006 23:55
Lindo documentário

Eita! Abril passou batido sem post. Por isso este mês serão dois. E pra começar, o link para um documentário da National Geographic chamado "Vida no Ventre", que traz imagens e informações que valem por todas as palavras que eu poderia escrever aqui.

Um achado imprescindível pra quem gosta de divagar sobre a maternidade...

Vida no Ventre - Vídeos



Luciana Dantas Teixeira | comentários(3)
31/03/2006 22:14
Momentos em que eu realmente queria ser mãe

Momentos como esse, em que achei uma semente que chocalha no jardim, fiquei chocalhando e não tinha nenhum filho pra mostrar. Tenho certeza que você, minha criança, acharia interessante, ou ao menos sorriria da sua mãe boba, hehe.

Luciana Dantas Teixeira | comentários(6)
19/02/2006 00:25
Acontece mais ou menos assim...

- A menstruação - está atrasada quinze dias
- Seios - doloridos, mal dá pra tocar
- Xixi - o tempo todo, 5 em 5 minutos no banheiro
- Humor - terrível, vontade de chorar o tempo todo
- Sono - você vive bocejando e querendo cama o dia inteiro
- Tontura - sentiu outro dia, no ônibus pra faculdade
- Enjôo - tão forte que não dá vontade de comer nada
- Barrigas - de repente parece que você cruza com mais mulheres grávidas na rua que o normal.

Você tem quase certeza que não é gravidez porque se preveniu direitinho, mas... para tirar toda e qualquer dúvida compra um teste de farmácia. Então:

- Seios - descobre que ainda era sintoma de TPM
- Humor - TPM também. Agravada pela ansiedade.
- Xixi- o calor de Recife nesta época obriga a se tomar quatro litros de água por dia
- Enjôo - uma gastrite mal curada
- Tontura - Falta de glicose no sangue. Você não tomou café da manhã antes de ir pra faculdade nem jantou noite passada
- Sono - tinha como dormir direito à noite preocupada com esses sintomas?
- Menstruação - o atraso foi por causa do estresse terrível que te acometeu neste início de ano, a ponto de descontrolar seus hormônios que nunca foram muito regulares mesmo... e depois que você faz o teste, ela desce aos cântaros.
- Barrigas - não eram um sinal dos Céus, mas apenas uma coincidência sórdida.

Pois é, deu negativo. Não é a primeira vez que passo por esses "pseudo-sintomas", embora tenha sido a primeira vez que comprei um teste de farmácia (pedi pelo telefone e a atendente ao concluir a compra disse: "boa sorte!", hehehe).
A sutil diferença é que antes eu sempre ficava feliz e aliviada ao saber que fora apenas um susto. Agora, já não tem tanta convicção do que sentir...

Luciana Dantas Teixeira | comentários(8)
04/01/2006 01:21
As mulheres e os cachorros

Digamos que você adore cachorros. E apesar de toda a crise e apartamentos minúsculos, resolveu ter um. Gosta do bichinho, acha saudável e animador o contato com ele. Então cuida direitinho. Leva ao veterinário para tomr todas as vacinas. Volta lá quando o caozinho tem qualquer problema mais sério. Deixa de comprar aquele sapato lindo para comprar um remédio pra ele. Fica louca quando entra num Pet Shop e vê aqueles acessórios bacanérrimos e compra os menos ridículos (??) para arrumar seu cachorro, e se for cadela mais ainda. Arranja até um vestido ou camiseta especial do seu time para colocar nele. Passa horas escolhendo a melhor ração, lendo a respeito dos ingredientes, efeitos para os dentes, rins, intestinos, pêlos, unhas, cílios. Gasta com brinquedinhos que não duram uma semana. Compra coleiras dos mais diversos tipos para as mais impensáveis ocasiões. Passa um sufoco pra escovar os dentes dele com fluido anti-tártaro. Se tiver uma cadela, compra calcinhsa especiais para quando ela estiver no cio. Deixa de responder seus e-mails pra passear com o bichinho. É super compreensiva quando ele destrói um sapato, meia, sofá, calcinha, ou qualquer outra coisa que esteja ao seu alcance.

Aí chega um(a) filho(a)-da-mãe e diz:

- Olha o jeito que você cuida desse cachorro! Tanta criança por aí precisando de comida e cuidado, e você faz isso com um cachorro! Olha, mulher tem que ter filho se não fica doente, gagá, pega câncer. E se você tá criando esse cachorro porque não consegue ter filho, adota um!

ARRRRRRRRGGGGHHHHH!!!!!! Que raivaaaaaaaaa!!!!

Então vamos deixar nossos cachorros sujos, doentes, feios e mal tratados pra fazer essas criaturas felizes?

Ai, como a gente sofre!!

Luciana Dantas Teixeira | comentários(2)
09/12/2005 19:25
Feliz tudo e próspero Sempre!

Queridas leitoras "tentantes". Devo dizer depois de tudo que as admiro, que sofro por e com vocês, que oro e peço orações por vocês, que choro com o relato de suas dores, e me alegro com suas vitórias. Devo dizer que vocês dignificam o ser mulher, pois provam que podemos lutar até o mais impensável dos limites. Não importa o que eu pense, no que eu concorde ou discorde, amo vocês todas e a sua coragem também. Tudo que quero é que todas nós e os frutos dos nossos sonhos possam conquistar seu quinhão de felicidade. Que Deus realize todos os sonhos dEle para nós em 2006!
Beijos!


Luciana Dantas Teixeira | comentários(5)
01/12/2005 12:02
Post polêmico

Quem não é a favor da vida? O indivíduo médio, seja homem ou mulher, se declara a favor da vida até com bastante convicção. A grande questão é saber o que é VIDA para cada um, e no caso específico da gravidez, onde a vida começa. Já li muito a respeito, pesquisei bastante e pocurei ser imparcial nessas pesquisas, levando em conta os argumentos de todos os lados da discussão. E estou aqui (depois de MUITO relutar) para descrever brevemente a minha opinião, não para condenar quem quer que seja que tenha uma opinião diferente da minha. Não poderia expor todos os argumentos que vi por falta de espaço e porque outros o fariam bem melhor que eu: a internet está aí para quem quiser ir atrás! (veja alguns AQUI) Mas preciso escrever minha opinião porque acho que ainda há pessoas sem opinião formada sobre determinados assuntos que envolvem a vida, e pode ser que um dia essas pessoas se deparem com uma situação que exija delas uma resposta, sem muito tempo para pensar. PENSAR é isso que gostaria que as pessoas que leiam esse post fizessem. Não quero convencer ninguém da minha verdade, mas quero que todos tenham uma verdade a que se apegar. Porque o nosso século carece de pessoas que ajam pelo que julgam certo, por seus valores, e não apenas por seus próprios umbigos. Vida e egoísmo não combinam...
Começando do menos para o mais polêmico:

- FIV
Não sou católica mas acredito que a vida começa quando o óvulo é fertilizado pelo espermatozóide. O meu sonho de ser mãe não justifica abrir mão da minha opinião sobre aborto. "Como assim aborto?", alguém pode perguntar. Veja bem, vocês nunca vão ler por aqui algo assim (retirado de um blog):
"[minha médica] falou menina vc teve 18 óvulos bons sendo que 12 fertilizaram, e ela disse que teve até dificuldades pra escolher os melhores pq todos estavam bons, Graças a Deus, ai ela falou vamos colocar 4 eu disse, vamos, então ela começou a mostrar meus filhinhos e eu perguntei esse tem quantas celulas? ela disse todos tem 8, então fiquei mais aliviada, ai ela falou o que vamos fazer com os outros? ela disse que congelar eles perdem 30% e só ficam com 10% então eu disse: sendo assim é melhor descartar, mas fiquei com um nó no coração, mas Deus sabe o que faz, então transferimos e depois fui pra casa de minha mãe e fiquei lá de repouso até hoje, agora é aguardar até o dia 21 pra se Deus quizer eu colocar aqui o meu tão sonhado positivo, estou aqui com meus 4 bebes e todos os dias peço a Deus e a eles pra ficarem bem"
Muito bem... 12 óvulos fecundados, doze embriões, DOZE VIDAS. Graças a Deus, certamente. Essa é a opinião de muitos genetecistas, para os quais a vida começa com a primeira divisão celular (esses já tinham oito células e 46 cromossomos como todos nós). O médico pode lhe dizer que não é vida ainda, porque vida só será a partir da fixação do zigoto no útero, ou ainda quando o tubo neural, que dará origem ao sistema nervoso central se formar, o que acontece entre o 12º e o 22º dia após a fertilização. Mas o argumento mais forte contra a FIV está aqui mesmo nesse trecho que retirei de um blog. A mulher se refere aos "zigotos" como "meus filhinhos". Então vamos reescrever algumas partes a partir daí.
"ela [a médica] falou vamos escolher quatro entre esses doze filhinhos, que estão todos perfeitos, com desenvolvimento normal e prontos para virarem doze lindos bebês. Ela disse que poderia congelar alguns dos meus filhinhos, mas no fim só ficariam 10%, então eu disse que era melhor descartar (eufemismo para matar, jogar no lixo) oito dos meus filhinhos". E quando a consciência acusa que há algo errado ela ainda diz que "Deus sabe o que faz"?!!! Como assim? Agora Deus é culpado pela morte de oito bebês e não ela, que não teve fé para esperar o tempo, o método ou o plano de Deus? Bem, às vezes a gente quer dar uma "ajudinha" a Deus, e se algo vai errado, é fácil: basta culpá-lo por isso.
Continuando o relato, ela diz que está em repouso pedindo a Deus por seus "quatro bebês" (De novo? Deus é uma espécie de poço dos desejos que deve fazer tudo que queremos do nosso jeito. Nunca nos ocorre que Deus pode ter outra missão para nós que não engravidar). Em outros blogs li que nessa fase há mulheres que conversam com seus embriões, como se todos fossem viáveis. A experiência mostra que existem poucas chances desses quatro "bebês se fixarem no útero dela. Talvez nenhum, então ela terá perdido seus doze filhinhos por livre e espontânea vontade (aborto). Talvez um, o que é mais provável, se fixe, então ela terá consentido em matar seus onze "bebês" (em suas própria palavras), e ainda assim agradecerá a Deus (!) porque conseguiu ser mãe. E quanto aos outros três que há pouco tempo ela conversava, chamava de "seus bebês", ORAVA por eles? Sinceramente, para mim, ser mãe através de FIV é o apogeu do egoísmo. Os bebês, a vida, vira tudo apenas um detalhe.

- PÍLULA
Quando minha mãe disse que ela era abortiva eu achei que era só a opinião de uma católica não esclarecida. Mas resolvi pesquisar também, e cheguei a conclusão que isso é verdade. Resumindo de forma bem simples, a pílula além de fucionar tentando impedir a ovulação, também atua na motividade das trompas e a nutrição dentro delas caso ocorresse uma gravidez, e no endométrio, tornando-o incapaz de acolher um óvulo fecundado - e estou falando das pílulas de baixa dosagem hormonal, as mais modernas mesmo (veja aqui, no nono parágrafo, esta informação dada claramente por um médico imparcial).
Então calculemos: a probabilidade de uma mulher ovular mesmo tomando a pílula, em um ciclo, é de 2 a 10%. "2% é muito pouco", pode dizer alguém. Acontece que em cinco anos essa probabilidade sobe para 55%, ou seja, durante cinco anos tomando pílula você tem 55% de chances de ter abortado pelo menos uma vez sem nem saber. "2% é muito pouco", pode dizer alguém, mas se você lesse na bula de uma aspirina que há 2% de chances de você morrer se a tomasse, você ainda assim a tomaria? Matar uma criança nos primeiros dias de vida é um assassinato mais "limpo" que matá-la ao nascer, mas ainda é o assassinato de uma criança.
Pois bem, considerando que o óvulo foi liberado e fecundado, conseguiu sobreviver às terríveis condições nas trompas modificadas quimicamente, ao chegar no endométrio ele não tem condições de se fixar e é abortado. Isso pode acontecer naturalmente também, mesmo em mulheres que não tomam pílulas, quando há qualquer tipo de má formação genética no embrião. Mas uma coisa é isso ocorrer naturalmente. Outra coisa é isso ser provocado por mim!
É claro que os médicos não divulgam essa informação porque para a maioria deles a vida não começa com a fertilização. Mas acho que toda mulher deve ter a chance de escolher!
Por isso parei com as pílulas. Estou utilizando outros métodos.
Por isso peço: pensem! Não apenas em suas conveniências e desejos. Nem apenas com o seu coração... há outros corações envolvidos em sua decisão.


Suas primeiras roupinhas

Dia 19 de Novembro aconteceu o que eu já estava temendo acontecer faz tempo. Quase de brincadeira eu e seu papai passamos os olhos pela sessão de roupas de bebês de uma loja de departamentos e eu dei com as fofuras aí em cima. Repare que não têm nada aparentemente especial: um pagãozinho e uma camiseta. Já resisti a muitos outros antes... e não teria comprado se as roupinhas não tivessem NOTAS MUSICAIS desenhadas nelas!:-) Você, minha criança, sabe que sua mãe é fanática por música, e sonha com o seu quarto cheio de notas musicais esvoaçantes. Ah, concorda que foi demais pra mim? Mas é segredo, tá? Só nossas amigas virtuais podem saber por enquanto. Os outros ainda acham que a mamãe aqui é alguém normal:-)
Luciana Dantas Teixeira | comentários(9)
04/11/2005 22:48
Barriga

Mulher que ter barrigão ou barriguinha. Quando está grávida, ou sonha com isso, tem o maior amor pelo barrigão. Dois meses de gravidez e já está andando igual pata choca pra estufar bem a barriga, né? Mas enquanto o barrigão não vem, mulher quer ter barriguinha. Ou seja, o maior tormento físico da mulher moderna é a barriga, assim, sem diminutivo nem aumentativo. E aquelas amigas secas que nem uma vara que olham pras costelas sem um pingo de gordura e dizem que precisam fazer lipoaspiração. Ora, ora, me poupe. Só quem tem aquela barriga que já a impediu de comprar alguma blusa por marcar demais os "pneuzinhos" é que faz parte do clube.
E para essas amigas vão algumas dicas:
1 - Coloque um espelho do lado da sua cama, de modo que você possa se observar deitada. Ao acordar, vire de barriga pra cima e se olhe longamente no espelho, apreciando especialmente como sua barriga parece uma tábua nessa posição (não vire de lado!). Guarde essa imagem com você e não olhe mais pra sua barriga durante o dia.
2 - Não compre aparelhos de ginástica que prometem acabar com suas gorduras localizadas se você não for a rainha da disciplina. A maioria das mulheres nem chega a saber se eles realmente funcionam porque só os usam uma semana. Se já comprou, deixe eles na sala pra todos pensarem que você os está usando. Assim, quem sabe, você evitará conselhos irritantes e joselitos de suas amigas atletas sobre sua adiposidade abdominal.
3 - Cintas estão valendo, mas cuidado com aquelas amigas que tem mania de conversar pegando em você: não deixe que elas encostem a mão em sua barriga ou sua reputação estará perdida! Se isso acontecer, comente que fez uma cirurgia no baço, o que justificaria a cinta.
4 - Vá à praia de manhã bem cedinho, em jejum. É quando o sol está mais saudável, quando a praia está mais tranquila, quando a água está mais limpa e quando sua barriga está mais sequinha.
5 - Tenha apenas UMA blusa mais folgada para emergências. Não caia na armadilha de comprar várias blusas folgadas, porque, em breve, você poderá ver, desesperada, sua barriga preencher todos os espaços antes vazios. Prefira as blusas pretas.
6 - Quando for para churrascarias ou rodízios de massas, use aquela sua única blusa folgada, que tem que ser também um pouco comprida, a fim de esconder estrategicamente a calça desabotoada na cintura.
7 - Se, como eu, você detesta academias, e tem a maior preguiça de fazer exercícios físicos, tome bastante água. Ela não emagrece mas assim você pode dizer a si mesma (e às suas amigas atletas) que está fazendo algo por sua saúde.
8 - Exercício útil: Inspire.... expire..... inspire..... feche o zíper bem rápido.... expire.....
9 - Não odeie aquelas modelos e atrizes que têm o corpo perfeito e dizem que comem de tudo, só por causa da legião de homens que babam atrás delas. Ame seu marido e deixe que ele beije muito sua barriga. Se você acha que sua barriga não é tão beijável assim, é porque você não conhece ainda as possibilidades eróticas do umbigo. E umbigo erótico é algo democrático, modelos anoréxicas e esposas com barriga têm o mesmo potencial, os homens vão babar do mesmo jeito! (Para receber seu curso, pegue o número da minha conta bancária e venda seu carro)
10 - Relaxe. Sabe que as musas de antigamente eram gordinhas justamente porque os machos associam a barriga à capacidade reprodutiva, inconscientemente? Ou seja, de acordo com a biologia, é mais fácil um homem casar com uma mulher de barriga digna que com uma top model esquálida. Por que você acha que os casamentos dos artistas duram tão pouco? Falta de uma barriga, minha querida...



ps.: Queridos visitantes, estou feliz com a presença de vocês aqui, muito! Mas preciso alertá-los que atualmente só atualizo este blog uma vez por mês...pra o bem da minha saúde mental, que anda vacilante com tanta coisa pra fazer. Quando minha pequenina luz vier de fato, certamente atualizarei com bastante frequência. Até lá tenham paciência comigo e visitem meu outro blog http://ceueluz.weblogger.com.br . Fico contente com seu carinho e retribuo todas as vistas com prazer. Até dezembro!

Luciana Dantas Teixeira | comentários(5)